quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Relendo algumas sensações

Uns dias longe, encontrando meu coração e minhas razões. Alguns dias para provar os novos sabores do que já experimentei e sonhar uniformemente com o que nunca esqueci.

Bem... Talvez eu tenha sim, esquecido do sabor de uma noite com os amigos, trocando palavras inúteis e gargalhadas exageradas. Talvez eu tenha esquecido o prazer de caminhar de madrugada pelas ruas desertas, equilibrando-me sobre a faixa que divide as vias.

Quem sabe eu não me esqueci, só deixei de lembrar...

Deixei de lembrar da sensação de ser mais eu, deixei de lembrar de como é bom pensar em si e por si só, quem sabe eu não me lembrei de lembrar de como era bom sorrir como criança, passear de bicicleta sob a chuva ou chorar pra apagar mágoas, mesmo que momentâneamente.

Deitar sob as muitas gotas frias e saborear o banho divino e gratuito.

Eu, certamente não me recordava mais da expectativa que uma nova paixão produz. É um tanto de "Será?", de ansiedade, de espera... Você passa a sorrir mais e comer menos. Rejuvenesci doze anos e vinte e dois dias nas últimas duas semanas.

Não lembrava mais como era a sensação de ler um livro gostoso, debaixo das cobertas, protegido da chuva. Ler até cochilar...

E por falar em leitura, há quem costume dizer que "só se lê realmente um livro após relê-lo pela terceira vez". Eu concordo abertamente!

E sabe, com as experiências da vida não é diferente não.

Você só provou realmente aquele beijo roubado, depois de roubar mais outros três e no fim das contas... Experimentar as mais diversas situações, o maior número de vezes possível, é o que realmente torna a vida interessante.

Nada dessa busca por um grande amor!
Amor não se busca!

É ele quem encontra a gente!